Essa Porra de Vida

Flor de Lótus

 

Flor-de-Lótus-7

Vi seus olhos sépia,

e percebi que atrás deles tudo repousa:

toda raiva e angústia, amor e leveza.

 

Você é livre.

 

Consigo ler seu caminho

por um estandarte sem luz,

por um rosto opaco,

por um minuto sem cor.

As marcas indicam

como foi consertar sua alma quebrada.

 

E são seis horas, nove horas,

não sei bem e tanto faz.

Seus olhos antes úmidos fazem a neblina queimar

afastam as aranhas sem teias, acendem cigarros

explodem estopins.

 

Houve um tempo em que foi possível

se esquecer como amar, você sabe,

quando as asas falham, o fogo esfria,

o sangue se torna negro, e mesmo

São Jorge fracassa em te proteger.

 

Com o hálito quente, a carne arde,

o espelho prende por tanto tempo que

você não sabe bem se alguém

um dia conseguirá amar seu sorriso.

Mas eu sou quem diz que ao fim

tudo estará bem, que nada será

como foi instantes atrás.

 

Vou te levar as crateras da lua

te tornar deusa, acima de

Ártemis, Hera ou Afrodite.

Então serei seu consorte,

um bravo Ulisses, regresso a meu canto,

seu corpo, meu lar.

 

 

 

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Publicado às abril 22, 2016 por em poesia e marcado , .
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