Essa Porra de Vida

Tensão ausente

tell meDigerindo arrependimentos passados, palavras amargas

ditas a pais, mães, irmãs, filhas, sobrinhos

mastigando o fel & bílis,

que sobrevêm do âmago da alma,

estudo as marcas e linhas em minhas mãos,

e nelas contidas a estrada até aqui.

As estendo aos céus, como um padre a seu deus.

Peço perdão e gratidão em igual medida.

 

Me pergunto como a vida acaba.

A morte nada revela, mas a culpa que ela carrega

faz nossas pernas hesitarem.

Poderosos músculos talhados com dor e desespero

pouco ou nada podem, exceto

ensinar sobre truques e guerras;

te fazer entender como a Luz reflete a matéria,

a sombra se cria, a escuridão permeia.

 

Experimentei a respiração pesada com ansiedade

o gosto jovem da desesperança.

Fui pedra, metal e couro.

Vivi mil vidas inteiras esmagadas.

O gosto do adeus eu aprendi e ensinei

e se eu permanecer segurando essas coisas

debaixo de um teto rachado

ao fim, será a chuva quem me castigará.

 

Se eu não desmoronar, certamente

minhas lembranças de mim permanecerão claras.

Meus sonhos serão novamente meus.

 

Aos 31, agradeço.

Sobrevivi, e há sangue lá atrás.

Noites insones, punhos, gritos de socorro nunca ouvidos.

Estou aqui, olhando silenciosamente,

o modo como aquela árvore se curva.

Cabeça inclinada, em reverência ao Sol.

As folhas são minhas irmãs, as flores são meus irmãos.

Com a atenção correta posso ouvir a canção do arroio

que me ensina coisas antigas e sinceras.

Me ensina como afastar

o cano e a pólvora da cabeça.

Como alcançar

um estado pleno de Amor & Confiança

me tornar um com o Fogo

e viver no tempo presente.

 

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Publicado às abril 7, 2016 por em poesia e marcado , , , , , .
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