Essa Porra de Vida

Fogo de boca azul

 

fogo-fatuoFui até os altos das alcovas,

ver as velas acesas dos botecos

iluminando o que não tem conserto

– a alma gasta, embriagada

tal qual a romaria das meretrizes –

e voltei.

 

Voltei quando toquei o fogo

de leve, e fui abençoado.

 

Me livrei de viver uma vida pontual

acrescentado de sempre me cuidar

voltando para o almoço, para o arroz e feijão

sem café, com olhos de vidro, sem paixão.

 

Percebi como quem pensa que morreu

quando a boca azul do fogo

levou o destino pra lá

com um sopro também azul

de graça & saudade.

 

Não há em versos e tocas

gritos bárbaros, o hino dos mutilados,

que falem do fogo como eu falo,

porque só eu sei do fogo.

 

O fogo que me queima, me toma.

Não há como replicar

seu beijo, a noite insone, o suor e seu corpo

que diz queimando, se vá

se vá, eu estou em você.

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Publicado às abril 6, 2016 por em poesia e marcado , .
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