Essa Porra de Vida

Eu, meu amigo de mim.

tragédia

Perdi o caminho da rua como se fosse máquina.

Meus olhos açoitados por fumaça e cimento,

e cego vou ao chão em via pública.

 

Procuro os óculos como se fosse um mártir,

enxerguei minha alma como se fosse ela, pura,

e de outro modo não fosse, mesmo que trôpega.

 

Trouxe  ao meu lado quatro tolos trágicos,

tratei a todos como se fossem únicos

e os abandonei a revelia da sarjeta.

 

Precisei descansar sem ser domingo,

beber minha cachaça sem ter que ficar bêbado

pra trabalhar dia seguinte e ainda amar o próximo.

 

Não sei deitar sem concessão pra dormir,

não sei abraçar sem pedir pra ser feliz,

não sei comer de graça sem pedir pra engolir.

 

Sou um tipo derradeiro,

que caminha hesitando tímido

pelos caminhos apagados onde temos que cair.

 

Que Deus vele meu passado e meu futuro

me deixe amar a agonia que me torna humano,

e morrer com um sentindo de vida mais profundo.

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Publicado às abril 1, 2016 por em poesia e marcado , .
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