Essa Porra de Vida

Matar é errado, porra!

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Eu queria ter algo a mais pra falar sobre o conflito entre Palestina e Israel. Queria ter escrito algo antes, naquela ânsia de escrever sobre o assunto do momento.

Vi avalanches de fatos, fotos, artigos & comentários sobre a Guerra – assim, maiúscula – na Faixa de Gaza. Até onde eu sei, mas confesso, sei pouco, havia morrido uma criança palestina por hora nos bombardeios. Tiveram a crueldade de bombardear escolas, campos de refugiados, a caça de túneis que seriam usados pelo Hamas. Fiquei sabendo disso na coluna de Veríssimo filho, que se não é um gênio da literatura como dizem ser o pai, feio não faz.

Eu fiquei no afã de escrever, como todos estavam, e acrescentar algo ao debate sobre tão miserável problema. Pra não falar que nada escrevi até agora, publiquei um textinho sobre o Pearl Jam condenando as agressões de ambos os lados.

Mas querendo eu queria, e querendo fiquei. Porque no fundo, no fundo, eu nada sei sobre política externa. Sei minimamente sobre as razões histórias, antropológicas, políticas que levaram dois países vizinhos a se bombardearem. Com meus botões eu fiquei pensando, ignorante que sou, como seria possível metralhar meu vizinho, e cheguei a conclusão que não seria. Descobri-me incapaz de metralhar alguém, de jogar uma bomba de dez milhões de dólares em alguém como o governo de Israel tem feito. Não consigo me imaginar pedindo para que meus amigos fiquem parados diante de tanques e fuzis, como o Hamas pede.

Li dezenas de reportagens de dezenas de colunistas que nunca escreveram uma linha sobre o conflito nos últimos anos, dissertando sobre o assunto com a destreza de um diplomata do Itamaraty. Do dia pra noite todos se tornaram especialistas em Israel e Palestina, menos eu. Eu não sabia o que escrever. Só ficava pensando, como penso agora, que matar é errado, porra. Bastante errado.

Não importa quem deu o primeiro tiro, lançou a primeira ofensa, quem está certo ou errado, quem é Bom, quem é Mau, quem é palestino ou israelense ou brasileiro ou qualquer outra definição que não me vem a mente agora. Não importa nada. Importa só parar com tudo isso. Importa arrumar um jeito de consertar o problema.

Como? Sei lá eu como, mas deve ter alguém neste mundão de meu Deus capaz de fazer o que eu não consigo. Porque no final, é como meus pais diziam quando eu brigava na escola e vinha surrado pra casa: “quando você briga com alguém, os dois estão errados”. Posso estar errado, mas seus pais devem ter dito algo semelhante, certo?

No fim só consegui escrever sobre isso agora, porque não me pretendo um especialista e não conseguiria acrescentar nada de substancioso.

Mas repito, isso sou eu. Minha bobice não está a altura da bobeira que é uma guerra. E olha que sou bem bobão.

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Publicado às agosto 7, 2014 por em crônica e marcado , , , .
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