Essa Porra de Vida

Chega de Guerra.

no more

“Com nossas vozes

Nós estamos dizendo, “não à guerra! “

Chega de inocentes morrendo

Chega de terror

Chega de elogios

Chega de evangelização

Chega de presidentes mentindo

Chega de guerra”

No More – Eddie Vedder

Eu escutei Pearl Jam pela primeira vez em 1991. Era ainda piá, mas nosso vizinho de apartamento ouvia o disco Ten várias e várias vezes durante o dia. E eu ouvia junto, lembro bem. E gostava do que ouvia baby.

Um dos principais motivos para continuar ouvindo a mesma banda após mais de vinte anos, além das músicas ultra fodas (ouça agora mesmo Elderly Womam Behind the Counter a Small TownHard to Imagine ou Mind Your Manners e mude sua vida) é o lance dos caras serem absurdamente conscientes. Essa semana eu escrevi um texto pedindo que as pessoas compartilhassem amor, e acabei de ficar sabendo que Eddie Vedder discursou em um show na Europa, criticando a guerra entre o Iraque e a Palestina.

E ele não defendeu ninguém. Assim como eu, ele disse:

“Que merda? Que merda? Podemos ter tantas pessoas vivendo em paz. Temos tecnologia. Podemos alcançar nossos amigos. Sabemos no que eles estão pensando antes deles estarem pensando. Os anunciantes sabem no que estamos pensando antes de estarmos pensando. Temos tecnologia – tudo isso nas nossas mãos. Ao mesmo tempo que algo tão positivo está acontecendo, na mesma merda de tempo, não tão longe, eles estão lançando merdas de bombas uns nos outros. Que bosta de merda?

Eu juro por Deus, há pessoas por aí que estão procurando motivos para matar! Eles estão procurando por um motivo para invadir fronteiras e roubar terras que não são delas. Elas deveriam sair, e se preocupar com a merda da sua própria vida. Todos querem a mesma coisa: ter nossas crianças, comer, procriar, pintar, fazer arte, ouvir música, foder mais um pouco, fazer outro bebê, comer, trabalhar, comer, amar, amar, amar, amar, todos somos a mesma coisa! Então por que as pessoas estão em guerra? Pare com essa merda, agora! Agora! Agora! Não queremos lhes dar nosso dinheiro. Não queremos lhes dar nossos impostos para jogar bombas em crianças! Agora! Chega! Agora!”

Ainda essa semana a banda postou um texto (que você pode ler clicando aqui) reforçando a ideia de que nós poderíamos fazer qualquer coisa. Qualquer coisa! Aliás, todos nós queremos a mesma coisa, mas nos contentamos em matar uns aos outros, em vermos nossa tristeza se tornar apatia.

E que não importa onde uma bomba caia, ela machuca. Não importa de que lado vem a bala, ela fere. Em pleno século XXI, temos satélites sobrevoando a Terra, sondas vasculhando o espaço, navios descobrindo o fundo dos mares, e ainda resolvemos nossos conflitos como homens das cavernas. Nos agredindo, nos machucando.

Tem que haver um outro modo de resolver essas paradas todas, como diz Bukowski em um poema seu. Afinal quem colocou esse cérebro aqui, dentro de mim? Um cérebro que grita, pede, chora, demanda, implora!

Só no Iraque, mais de um milhão e meio de pessoas iraquianas morreram. Em 2009, semanalmente, 120 soldados veteranos de guerra suicidavam. É terrível demais. Podemos dar um jeito nisso, e eu reforço meu texto anterior. Mais amor, por favor.

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Publicado às julho 18, 2014 por em crônica e marcado , , , , .
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