Essa Porra de Vida

Os não tão bons velhos tempos

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6:20 da manhã e estou sentado em uma padaria.

Peço um pão na chapa, e reparo a TV ligada,

falando de morte tão cedo.

Ao meu lado está um senhor de cabelos e bigodes brancos e amarelados

bebendo um copo cheio de puro conhaque.

Do lado de fora uma velha mulher cheia de caspa em seu cabelo

dança para lá e para cá, espalhando sua sujeira e sorrindo

 

O garçom aparece e eu peço um pão na chapa e uma média.

Pelos velhos tempos eu penso.

Os velhos tempos não foram assim tão bons, ele responde com seus olhos cansados.

 

E ele está certo.

Há tanta miséria e loucura a nossa volta

que o cara ao meu lado poderia ser qualquer um de nós.

Basta uma escolha errada, um caminho incompleto

algumas manhãs indispostas.

 

A mulher se aproxima, pede que eu lhe pague um guaraná,

mas eu não tenho dinheiro, tampouco vontade de lhe pagar nada.

Termino meu café, olho o sol que há pouco nasceu

e tento entender o porque de ele insistir em nascer.

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Um comentário em “Os não tão bons velhos tempos

  1. Régis
    março 14, 2014

    Bah, essa bateu lah no fundo sor! … =/

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Publicado às janeiro 30, 2014 por em poesia e marcado , , .
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