Essa Porra de Vida

Tantas notas para um dia só (ou: Resiliência)

resiliencia

Quatro corpos no chão e

absinto escorrendo pela parede.

 

ACABEI DE MORRER NO PORÃO!!!

 

Com tanto pó subindo pelo chão, queimando a traqueia

deixando em carne viva a garganta e

a culpa fria ao anoitecer.

A cara perdida no esterco, não conseguimos ver

as lâminas cortando os olhos.

 

A AGONIA É DEMAIS!!!

 

Quantas faces tem nossa mentira?

Santos marcaram seus pecados, imitaram sua honestidade,

quem vai erguer os braços quando a morte tornar a viver?

O horizonte estreita a visão, e revela a intenção

de quem precisa devorar os próprios filhos.

 

INDIVISÍVEL ÓDIO!!!

 

Já não da pra respirar.

É foda não tentar, é foda precisar parar de sonhar.

Se envolver faz parte da engrenagem

Trabalhar e estudar,

tentar e deixar o corpo suspenso no ar

mas pra ninguém.

Transformando meu suor em marcas em direção 

para traição tão miserável de cicatrizes semi-abertas.

 

DORME QUE POR TI EU REZO!!!

 

Eu não penso em dizer adeus.

Não penso em fazer como Teseu.

O perigo passou quando parei de olhar pra trás,

quando a sombra deixou de ter o meu próprio gosto.

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Publicado às janeiro 23, 2014 por em poesia e marcado , .
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