Essa Porra de Vida

Occupy Shopping Center

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São bárbaros incapazes de reconhecer a própria inferioridade, e morrem de inveja da civilização.” – Rodrigo Constantino, em seu blog na Veja falando sobre os jovens da periferia que vão aos shoppings para o Rolezinho.

Cara, eu preciso escrever mais alguma coisa? Eu preciso?

Preciso.

Os shoppings têm se caracterizado como os mais democráticos espaços do Brasil” – Reinaldo Azevedo, em seu blog na mesma revista, sobre a ausência de lojas que usam trabalho escravo para aumentarem suas margens de lucro.

Tem mais.

Devemos defender os direitos dos arruaceiros de se reunirem em locais privados, sem autorização?” – Rachel Sheherazade. Ela, como jornalista(?) deve conhecer esta imagem.

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Houve um tempo onde negros não podiam beber a mesma água que os brancos, usar os mesmo banheiros, sentar nos mesmos bancos, trabalhar nos mesmos empregos. Mulheres eram apenas donas do lar, não podiam votar. Trabalhadores não possuíam férias ou 13° salário. Foi necessário um ato de desobediência civil a la Thoreau para chocalhar os valores éticos e morais da sociedade.

Os tempos são outros, mas a mentalidade parou no início do século XX.

Eu escolhi apenas três representantes do pensamento mais horroroso que eu posso conceber, mas existem milhares deles espalhados pelas redes sociais. Alguns com erros grotescos de português, pedindo para a garotada marcarem Rolê para o museu, para biblioteca.

Não é loucura falar em apartheid, quando pipocam comentários como estes… A mão invisível do mercado de Adam Smith tudo controla, tudo vê. E não dá sua benção para os marginalizados, mal escolarizados.

Seus seguidores, trabalhadores e homens de bem, logo aparecem para dar voz a mão, e gritar contra essa garotada, que aos seus olhos não passam de vagabundos. Afinal, o filho do CEO da SIEMENS pode estar no shopping numa plena terça feira, três da tarde. Agora o filho do faxineiro da produção? O que eles estão fazendo no shopping a essa hora? Não deveria estar nos faróis? Cheirando cola? Não sabem mais os seus devidos lugares?

Pois é, sabem sim.

A molecada se tocou que seu lugar é onde eles bem entenderem.

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6 comentários em “Occupy Shopping Center

  1. Essa Porra de Vida Mail
    janeiro 14, 2014

    Ridículo seu texto, totalmente parcial… é inviável traçar os paralelos que você utilizou (na verdade ridículo), o rolezinho não busca direito de adentrar ou permanecer em shopping’s mas de “zuar” como eles mesmos falam, e essa ação fere a ordem pública, se reúna de maneira adequada e ninguém vai questionar sua ação, AGORA, mesmo que seja eu, um trabalhador, branco, com renda, se eu me juntar mais 300 “amigos” pra tocar o terror num shopping sofrerei as mesmas consequências da suposta minoria que você está vitimando em seu texto.

    • Essa Porra de Vida Mail
      janeiro 14, 2014

      Duvido que você parcialzão vai aprovar o meu texto, mas fiz minha parte.

      • Rafael
        janeiro 15, 2014

        Tai seu comentário publicado brother.
        A imbecilidade deve ser compartilhada também, oras bolas!

    • Rafael
      janeiro 15, 2014

      Quem lê seu comentário chega a acreditar que estamos falando de um bando de assassinos, traficantes, algo do tipo, “tocando o terror” na sociedade. Que medo!
      Mas ai eu saio da frente do computador, olho pra fora e percebo que não. Estamos falando só de crianças e adolescentes fazendo o que fazem melhor crianças e adolescentes.
      Se divertindo.

  2. toniiprado
    janeiro 15, 2014

    Se em termos concordo com seu texto, também concordo com o fato de que, em certa parte, a atitude de reprovação para com o “rolezinho” no shopping não é só uma questão centrada em preconceito ou qualquer coisa parecida; é, antes, uma questão de ordem, inclusive para as centenas de adolescentes que se aglutinam nesse tipo de evento. Não é só para o filho do CEO da Siemens que nós olhamos com certo tipo de preocupação, é também pelo rapaz que, participando do “rolezinho”, tenta pular de uma escada rolante para a outra (vi isso em um vídeo e fiquei entre achar aqui hilário ou estúpido). Não é a “revolta” com o mercado que estão empurrando esses jovens para os shoppings, nem mesmo se trata de um movimento político-social ou qualquer coisa parecida: é só chateação. A juventude brasileira está entediada (e eu me incluo nessa juventude entediada) e sempre há de procurar algo novo para fazer. O problema é que, a maioria das vezes, o que eles procuram não é algo capaz de elevar, de estimular, mas simplesmente algo para se distrair ainda mais do problema, que é o próprio tédio! Gostei da sua opinião, é uma forma de ver o problema, mas eu ainda acho que tudo não passa de uma enorme onda de tédio juvenil.

    • Rafael
      janeiro 15, 2014

      Toniiprado, muito obrigado pelo comentário!
      Em termo também concordo com você. A garotada realmente anda entediada. Eu que não sou mais tão jovem me incluo nessa também.
      Eu pessoalmente não gosto de ir a shoppings e tudo o mais. Mas o que me incomoda, e creio, incomoda você também é o modo como eles são tratados.
      Um grande abraço e apareça mais vezes para contribuir com a discussão por aqui!

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Publicado às janeiro 14, 2014 por em crônica e marcado , , .
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