Essa Porra de Vida

Essa porra de vida

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É mesmo uma merda de vida, essa de proletário

assalariado, fodido, estuprado.

São dias inteiros consumidos por coisas tão banais.

Comprar comida, verificar se o papel higiênico não acabou, se ainda há sabonete para o banho

resmungar o leite ter azedado.

Ter que ir ao banco, renegociar dívidas, e juros, e impostos, e seguros

quando nenhum de nós está seguro.

Nenhum de nós está a salvo de terminar o ano mal, acabado

nervos em frangalhos, cabelos brancos nascendo

e todos rindo dos cabelos brancos nascendo, acusando-me de ser velho

fraco, cansado, magoado.

Essa porra de vida não tem sentido algum

e se tem também não me importa.

 

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Publicado às dezembro 19, 2013 por em poesia e marcado , , .
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